arrumai os amores, é a primeira regra da vida. saber arquiva-los, entendê-los e esquecê-los é questão de tempo&fé. por mais que não haja explicação para o desaparecimento, a amizade só se perde por traição, e é assim que tenho reservado intimamente os meus. tudo com muito jeito, muito cuidado. tudo isso porque a gente ama, ainda bem. já perdi alguns no meio do caminho, já senti ódio à beça. mas tudo isso é menor. você conhece aquela frase "quem não se lembra do passado está condenado a repeti-lo?" engraçado, eu sempre achei que quem lembra do passado fica ainda pior. quem lembra do passado realmente tende a fazer uma grande cagada na história. é uma escolha: pegar ou largar, ficar preso a ele ou deixa-lo simplesmente ir. difícil mesmo é decidir. esse é um mercado muito restrito e pouco profissional. com a experiência a gente entende os recados, as mumunhas e os porquês. daí é tocar pra frente, porque no mais a gente quer é viver. por isso preferi esquecê-lo, hoje não vingarei mais ninguém. não tenho sequer saúde pra isso.
|00:00:59| me espanta toda a intensidade que coloco nisso. desequilibrei, perdi a pouca lucidez que me restava e agora já não sei até onde é seguro pisar. acho que tenho projetado muitas expectativas na minha pouca fé, como se por insistência minha e a ajuda dos santos e orixás o braço viesse a torcer. tou tentando relutar, sabe? mas você não vinga. nunca alguém foi tão ousado ao ponto de me tratar com tamanha indiferença. a última palavra costumava ser minha, e eu a quero de volta, seu desgraçado.
the breeders - off you
nina simone - I put a spell on you
nina simone - cherish you
nina simone - just like a woman
lhasa de sela - anything wrong
bon iver - skinny love
the national - start a war
acredite quando digo que não quero que vá embora. faça um movimento brusco e venha à tona como se voltasse diretamente a mim. não tive coragem de dizer, ou simplesmente achei desnecessário, mas carrego comigo um medo tímido de infância: não consigo suportar a idéia de ficar sozinha. imagine só, boy. sei que não deveria assumir assim, me arrepio só em pensar na possibilidade de. não quero ser piegas, mas não existe outra verdade, acho que te vejo mais fundo e além do que você me vê. depois explicarei, é que estou pela metade e me perdendo a cada traço que faço em minha pele vazia. o certo seria você me amar. e disso estou certa, eu não careço tanta indiferença. quando iniciar novembro, estará tudo acabado. mas por enquanto ainda sinto suas vibrações dentro de mim - e estremeço.
eu não sei lidar com a falta, sorte tua que existe sozinho e independente do calor do outro. tenho contado as vantages e até agora não há um sopro ao meu favor. digo que acho isso um tanto incrível e vou arrancando sutilmente com a boca o esmalte que me resta nas pontas dos dedos enquanto lá de cima você me encara com tamanha maestria. gosto de pensar que eu era suave asssim , que aqui existia algo de bom, que esses dias de cão são apenas uma fase, e que no fim das contas tudo tende voltar ao normal. novos dias virão, eles me dizem, mas é como se o tempo tivesse passado rápido demais sobre mim, sem dó. hoje recuso-me a acreditar. coloco a água no bule e remeto-me as frases de minha mãe, às vezes duas gotas deslizam juntas para encontrarem-se somente em outro ponto, e meio cabisbaixa começo a rir sozinha de mim mesma, entendo que foi por medida de proteção que ela não terminou o óbvio - por tantas vezes essas mesmas gotas simplesmente vão para o ralo, simples assim, ela diria, e sem delongas.
há de se conformar,
meu amor
uma obra do destino
e o reflexo no espelho: para que não me deixe nunca mais.
à vezes penso o que teria acontecido comigo se aquilo que chamo de minha vida tivesse tomado outro rumo, talvez eu nem estaria aqui, talvez eu não me resumiria a isso. eu nunca tocarei a outra margem, mas carregarei o peso dos seus olhos sobre mim quando as coisas complicarem, e isso, talvez, é o que dói mais. por essa razão estou aqui , em teste.
pouco me importa os cães lá fora
eu não espero nada - de ser tudo a cada dia sempre
(e já não me resta muita coisa para fazer)
há de se conformar,
meu amor
uma obra do destino
e o reflexo no espelho: para que não me deixe nunca mais.
à vezes penso o que teria acontecido comigo se aquilo que chamo de minha vida tivesse tomado outro rumo, talvez eu nem estaria aqui, talvez eu não me resumiria a isso. eu nunca tocarei a outra margem, mas carregarei o peso dos seus olhos sobre mim quando as coisas complicarem, e isso, talvez, é o que dói mais. por essa razão estou aqui , em teste.
pouco me importa os cães lá fora
eu não espero nada - de ser tudo a cada dia sempre
(e já não me resta muita coisa para fazer)
